Autor(a): Penn Cole
Editora: Arqueiro
Páginas: 764
Ano de publicação: 2025
Queridos leitores, hoje venho trazer a resenha da continuação da série "Chama Eterna" - "Brilho da Chama Eterna". E já aviso novamente, encontrei uma nova série favorita. Assim que terminei o "Despertar da Chama Eterna" não pensei duas vezes para começar a leitura da continuação e agora que terminei me encontro em sofrimento até a editora Arqueiro lançar a tradução de "Heat of the Everflame", tenho tantas teorias e acho que vai ser tão épico.
Resumo | Após a deusa Lumnos escolher Diem como rainha de Lumnos, apesar de atordoada, Diem descobre um poder que será capaz de salvar seu povo da destruição da guerra que se aproxima. Mas, para seguir em frente com seus planos, vai precisar enfrentar seu medo e correr contra o tempo para conquistar as alianças das 20 casas Descendentes mais poderosas de Lumnos.
Envolvida tanto com descendentes quanto com os Guardiões - rebeldes -, Diem entende que nem tudo é preto no branco e em todos os lados há pessoas inocentes que precisam do seu apoio. Enquanto sua mãe continua desaparecida, percebe que os segredos dela já não podem ser mais ignorados, o que torna fina a confiança entre seus amigos e pares romanticos.
E, com sua vida dividida entre seu antigo amor e sua possível paixão atual, ela terá que aceitar quem realmente é se quiser poder tomar a escolha certa sobre qual lado estar. Caso contrário, ela pode não sobreviver ao Desafio da Coroa para ver seus planos se concretizando e sua família ficará a mercê das decisões de seus inimigos.
Diem Bellator
Se no primeiro livro vimos Diem totalmente perdida em relação aos planos dos descendentes quanto ao povo humano, aqui encontramos uma protagonista afiada que deixa de ser vítima do sistema e passa a tomar decisões importantes com mais atenção, pois entende que qualquer erro pode ser grande demais para reverter.
Logo quando é coroada, Diem se nega a aceitar esse acontecimento, porém conforme ela vai se acalmando e entendendo o poder que ela tem em mãos, um poder capaz de salvar vidas, ela passa a configurar planos e questionar as regras criadas pelos descendentes, o que a faz conquistar muitos inimigos pelo caminho forçando-a provar sua força e capacidade de liderar.
As críticas sobre a chatice da protagonista continuam nesse segundo volume, mas por mais que tenham algumas atitudes muito infantis que ela toma relacionada ao Henri, ainda acho que é compreensível pelo fato de ela ter passado por uma mudança muito racical em sua vida. E todo esse conflito, obviamente, iria levar a ela ficar travada emocionalmente e isso, de alguma forma, afetar sua magia.
Mundo e Magia
Nesse segundo volume o universo e a magia são mais desenvolvidos, nos é mostrado mais sobre os outros territórios de Emarion e do que são capazes de realizar. Notamos também, a crueldade fria de alguns territórios em relação aos humanos (sério, que dó desse povo, sofrem demais).
Algo que percebi desde o primeiro livro, e que seria uma teoria, é em relação ao poder da Diem, pois ela não só apresentou poderes de luz e sombra, como também de cura e morte, apenas ai já são dons de dois reinos diferentes, isso significa que ela pode ser filha de dois povos descendentes ou que possivelmente ela vai manisfestar poderes de outros reinos, isso explicaria seus olhos serem de cores como nenhuma outra já vista em Emarion.
Família da Diem
Primeiramente, que perda terrível tivemos nesse segundo volume. Gostava muito do pai da Diem e o achava muito necessário para fazê-la retornar a si mesma. Mas acho que de certa forma entendo que foi necessário para dar um choque de realidade nela, mas, por outro lado, me assusta que a autora não tem medo nenhum de levar alguns personagens embora kkk.
Já a dona mãe de Diem, o que posso falar sobre ela. Mulher complicada. Desde a primeira vez que o Henri disse que a lider dos Guardiões era uma mulher, já soube que provavelmente era a mãe da Diem, porém eu achava que ela sabia sobre a capacidade da filha virar rainha.
Romance
Esse slow burn entrega tudo — mostra a conquista em cada detalhe. Fica claro que Diem não está pronta para um romance, não antes de aceitar quem ela realmente é. E isso é o que eu acho mais lindo nesse livro: ela não consegue enxergar o amor que cuida e acalenta, porque ainda não entende que precisa disso e que merece um amor assim. Enquanto isso, ela se atira naquilo que acha que merece — um homem que pensa mais em si mesmo do que nos seus.
Sério, primeiramente… o que é Luther Corbois, minha gente? Meu Deus. Sempre ali, leal, mesmo que ela quebrasse o coração dele. Ele é um homem completamente rendido por ela. Entrega lealdade, proteção, devoção, segurança, respeito e amor. E, além disso, entrega tudo o que um leitor de fantasia ama: presença, profundidade e um personagem romântico que faria qualquer coisa pela sua amada.
Personagens secundários
E, para fechar com chave de ouro, tem tudo o que eu mais amo: personagens secundários no estilo found family. Perfeitos!!


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