Autor(a): Julie Berry
Editora: Darkside Books
Páginas: 448
Ano de publicação: 2024
Escrito por Julie Berry, o romance histórico Guerra, Adorável Guerra me surpreendeu bastante, pois vi que estava tendo uma grande comoção em relação a este livro e que estava se tornando o favorito de muitos leitores.
Em Guerra, Adorável Guerra conhecemos a jornada de dois casais mediante ao cenário horrível da Primeira Guerra Mundial. Essas histórias são narradas 30 anos depois pelos deuses do Olimpo - Afrodite, Ares, Apolo e Hades - que tiveram o destino desses quatro jovens nas mãos.
Hazel Windicott, uma pianista britânica e James Alderidge , um soldado com o sonho de ser arquiteto, se conhecem em um festival e um vinculo profundo logo se instala entre eles. É possível sentir a doçura, a verdade e a delicadeza do amor dos dois, nos fazendo torcer por eles. Porém, James é chamado antes do esperado para lutar na linha de frente.
Enquanto era voluntária em um centro de recreação americano, Hazel conheceu Colette Fournier , uma orfã belga que teve sua família massacrada na guerra e Aubrey, um musico de ragtime afro-americano que além de precisar enfrentar a guerra e honrar seu país, também precisa lidar com o racismo tanto no campo de batalha quanto fora dele.
Pararelamente, os deuses não são usados na história apenas por capricho, eles tem uma importancia fundamental no aprofundamento dos questionamentos sobre o amor e a guerra. A própria Afrodite, a deusa do amor, usa a história dos jovens para argumentar sobre a força que o amor tem e o quanto ele é capaz de resistir a diferentes situações.
Quando Hefesto a encontra o traindo com Ares, deus da guerra, exige que os dois passem por um julgamento. Os dois deuses questionam Afrodite sobre aonde que seu amor esta. Afrodite relata que não sente que pode ser amada verdadeiramente por ninguém e que inveja os humanos por precisarem uns dos outros, diferente dos deuses.
Acho que esse livro deveria ser lido por todos. Traz muitos questionamentos e nos faz enxergar a realidade que mascaramos todos os dias. Ao ler, percebi que a maior critica é exatamente essa, queremos viver nossas vidas de olhos fechados enquanto existem pessoas usufruindo de nossas escolhas relaxadas e o dia em que abrirmos os olhos será tarde demais, já vão estar batendo em nossas portas convocando nossos familiares e nossos amores para lutarem uma guerra fútil, desnecessária e que brincam com vidas.
Irei pesquisar mais sobre a autora e pretendo ler outras histórias que ela escrever e forem traduzidas, fiquei muito curiosa em saber mais sobre as ideias dela e sobre o que ela tem a dizer.
